Dia desses o Telecine apresentou o filme "A Outra", baseado no livro de Philippa Gregory, "The Other Boleyn Girl", que narra a disputa das irmãs Anne e Mary Boleyn pelo rei Henry VIII da Inglaterra.Já que o filme (e o livro, nesse espírito) mostra uma realidade bem diferente da que aprendemos nas aulas de historia (e da que estamos acompanhando em The Tudors), resolvi fazer um post para explicar o que é historicamente certo (quase nada) e o que é historicamente errado (quase tudo) no filme.
Ele parece feito especialmente para as atrizes Natalie Portman e Scartlett Johansson, que interpretam Anne e Mary respectivamente, se promoverem. Todas as discrepâncias que ocorrem depois disso só servem para elas se acharem mais um pouco.
A Mary de verdade passou um tempo na França, como dama de companhia da rainha Mary Tudor (mais sobre ela abaixo), esposa do rei Louis XII. Após a morte do rei, seu primo Francis I assumiu. Mary se manteve na corte francesa, como amante de alguns dos nobres e do próprio rei, que lhe deu o "apelido" great prostitute. Mary se casa então com sir William Carey, com quem tem dois filhos (Catherine e Henry). Nenhum desses acontecimentos é mostrado no filme.
Nesta época, Mary já estava na corte inglesa e era uma das amantes do rei. Existiam rumores sobre a paternidade de seu segundo filho – alguns diziam realmente que ele era filho de Henry VIII. Mas, sem provas. E, já que Henry assumiu outros de seus filhos bastardos (por exemplo, Henry Fitzroy, com Bessie Blount) não haveria razão para que não assumisse também este filho. A gravidez de alto-risco de Mary e seu confinamento à cama são outras invenções fictícias do filme.
Anne Boleyn de verdade foi noiva de Henry Percy e teve seu noivado anulado pelo Cardeal Wolsey a pedido do rei (que, possivelmente, já tinha alguns interesses na Anne). Contrario do que é mostrado no filme, Anne e Percy nunca se casou em segredo. E, logo após o termino do seu noivado, ela foi sim estudar na corte francesa, onde seu pai atuava como embaixador da Inglaterra. Ela nunca foi exilada ao país.
Quando voltou à corte inglesa, era muito querida por todos e frequentava um circulo social diferente da irmã. E ela e a imã frequentavam diferentes "grupos". Nunca houve, de fato, uma disputa pelo rei. Quando este passa a perseguir Anne, seu caso com Mary já havia terminado há tempos.
O casamento do rei com a Anne é mostrado no filme como uma briga de poderes. Na verdade, os dois foram muito apaixonados e desfrutaram de uma convivência pacifica e feliz por muitos anos. A cena de estupro do filme é mais uma das discrepâncias horríveis com a realidade dos fatos.
Inclusive, as inúmeras cartas que Henry escrevia a Anne foram usadas como prova de que seu relacionamento não foi consumado antes do casamento. Uma dessas cartas é usada no filme, mas como se Henry a tivesse escrito para Mary.
Por algum tempo, Mary continuou acompanhar a irmã na corte. Com a morte de seu marido, foi Anne que garantiu uma pensão a irmã e educação para o sobrinho. Porém, Mary casou-se em segredo com o soldado William Stafford. O casamento foi condenado por toda a família Boleyn, pela falta de nobreza de Stafford e Mary foi desonrada da família e banida da corte. pedir ajuda financeira. Anne deu dinheiro à irmã, mas não a recebeu de volta na corte.
Não houve contato depois disso. Mary nunca visitou os irmãos na prisão (e certamente nunca tentou intervir com o rei a seu favor). Assim como seu tio, (Duke of Norfolk) resolveu se afastar da família após caírem em desgraça.
No filme, a briga de poder entre Thomas Cromwell não são mencionadas. Quem assiste ao filme acha que Anne Boleyn era uma menina chata e mimada que merecia morrer e só colheu o que plantou. Na realidade, diversos fatos contribuíram para sua execução. Após a morte de Catherine of Aragon e o aborto que sofreu, seu casamento ficou em perigo. Seja a pedido do rei ou não, Cromwell começou então a criar um caso de traição, torturando e mentindo, para condena-la injustamente.
Incluímos aqui a acusação de incesto com seu irmão George. Nunca iremos saber o que realmente aconteceu, mas, vamos contar isso como mais uma das inverdades do filme.
Adoro o ator Jim Sturgess, mas sua interpretação de George Boleyn foge muito da realidade. Gerorge, ao contrário do que mostrado no filme, foi muito digno em seu julgamento e execução.

E a Serena? Seu novo tema “daddy doesn’t love me” pode parecer clichê, mas ela está finalmente alcançando seu potencial de “poor little rich girl”. E, depois de duas temporadas falando sobre a bad Serena, finalmente podemos conhece-la!
Idem para Carter Baizen (Sebastian Stan) , com ou sem camisa.




















Carter Baizen (Sebastian Stan): finalmente vai ter mais importância na historia, pelo menos nos primeiros sete eps. No final da segunda temporada, foi ele quem avisou a Serena que tinha visto seu pai. Ainda não se sabe para onde eles foram juntos, mas, pelo jeito, eles continuam juntos. A versão masculina da Georgina, Carter já criou brigas Nate (primeira temporada) e Chuck (na segunda) e ficou com a Blair (os dois são um casal na vida real).
Scott (Chris Riggi): o filho perdido da Lilly e Rufus apareceu brevemente no final da segunda temporada, conheceu Dan, Nate e Vanessa e não se apresentou. E ainda mentiu para seus pais adotivos sobre onde estava. Ele irá se reunir com os pais biológicos (a cena já foi filmada), mas o que ele quer de verdade, ainda é um mistério. Tomara que seja um enredo bem diferente do usado para "filho que retorna" em 90210.
Olivia Burke (Hilary Duff): a ex-cantora e ex-atriz da Disney vai ser uma atriz famosa que resolve largar Hollywood e ter uma vida normal. Se matricula na NYU e acaba sendo roommate da Vanessa. Vai ter um casinho com o Dan que, claro, não faz ideia de quem ela seja. 








